................ (recorte parcial do que foi dito na imprensa e páginas eletrônicas sobre a obra do escritor) ...
SENHOR ESCURIDÃO (ONZE)
CORREIO BRAZILIENSE (POR BERNARDO SCARTEZINI)"Prosa e poesia, dois diferentes mundos habitados por Paul Scott. Voláteis apresenta uma narrativa veloz e fluida, um entrecho policial que nos apresenta quatro personagens imprevisíveis que se vêem acossados (...) Cada um deles esconde suas próprias razões e não se sabe ao certo quem joga com quem nesse jogo urbano, entre apartamentos abandonados, becos e avenidas. Um
frenesi que lembra John Coltrane, não por acaso trilha sonora dos anti-heróis.
Bem diferente do poeta Paulo Scott. Uma poesia que surpreende o leitor pelas imagens aparentemente sem consonância. Mas tal estranhamento é estimado e perseguido pelo poeta. (...) A poesia — aqui — é um campo de batalha: “Este livro se coloca até mesmo contra parte da dita nova literatura brasileira, que segue produzida e incensada pelos filhos da classe média branca, criados no conforto e segurança dos apartamentos, das certezas pequeno-burguesas, e que pouco conseguem (ou pretendem) avançar além desse universo dos homenzinhos héteros, dominantes, insatisfeitos, falsos-filósofos, falsos-marginais”.
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