................ (recorte parcial do que foi dito na imprensa e páginas eletrônicas sobre a obra do escritor) ...
SENHOR ESCURIDÃO (DOZE)
JORNAL DA PARAÍBA (POR ASTIER BASÍLIO)"O livro de poemas Senhor da Escuridão (Bertrand Brasil), do gaúcho Paulo Scott, é uma das obras mais esquisitas e estranhas da literatura nacional nos últimos tempos. O que há de positivo, de imediato, quando se trava conhecimento com a poesia de Scott é que o autor busca um oxigênio e uma respiração por ambientes diferentes dos já saturados caminhos experimentais da vanguarda pós-concretista, dos subdrummondianos e dos redimensionadores da tradição. Scott aspira a sua própria assinatura, traça seu risco e não tem medo de errar. (...) Sem quaisquer obrigações de prestar contas a quem quer que seja, Scott realiza um antilirismo. Diferente de João Cabral de Melo Neto, que a todo tempo dialetizava com a tradição com a qual rompia, o poeta gaúcho assimilando a herança estética pós-moderna não adota o mesmo discurso, embora caminhe na mesma perspectiva de ruptura e renovação. O poeta canta seus temas sem sentido e perversos, abrindo mão de recursos usuais, além de realizar construções que em muito se assemelham a colagens e instalações de artes plásticas. A sua gramática poética flerta de perto com o videoarte. É pulsante a sua imagética que, quadro sobre quadro, vai jogando sinais, signos, sem a intenção de atribuir-lhes uma estrutura ou uma linha narrativa, lógica. Realiza uma obra aberta cujas peças soltas compõem um beco sem saída."
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